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quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Historinha de Ninar

Vejo então que elas caminham em direção ao abismo de águas limpas. Nuvens brandas e claras, um tanto translúcidas ocupam o céu onde se encontram. Elas mal podem ver as tais águas, mas sabem, são limpas. Se ao menos se jogas... Com um relance elas se jogam. Elas voam furando com delicadeza cada uma das nuvens em seu caminho. Quando menos esperam derramam-se em uma cama de rosas onde havia a água azul. A cama as acolhe como abraços de pessoa amada e elas dormem o sono leve de amantes.

Acordam, mas acordam num susto. Um susto inevitável. As nuvens ficaram pretas, a água secou, não há mais nada. Só a escuridão desastrosa. Elas se abraçam e choram. E como guerreiras, saem as ruas enfrentando o vento frio da madrugada, vento escuro que suja o rosto, entope os poros. De mãos dadas elas caminham até as solas dos sapatos se roerem. Logo à frente ficam descalças caminhando em pedregulhos afiados. Depois de alguns metros consolidam um pensamento: não há vestígios de sangua, não há dor, não existem machucados. Seus rostos ainda sujos vêem uma entrada branca à sua frente. Porta sem porta. Caminham bravamente para essa porta. Sorrisos começam a brotar. Quando atravessam a porta elas caem. Caem para cima. Acredita? E se entornam em limpas águas azuis, com bordas de nuvens e gosto de algodão doce de cor verde. Pensam em transformar aquela água em chocolate. E elas podem. Mas não o fazem. Pensam: "vamos aproveitar um pouco mais a cor azul transparente". E dormem como anjos numa nuvem, abraçadas, cobertas com nuvens rosas em formato de pétalas de rosa. Quem diria! Um mundo todo novo. Só delas.

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